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O Género Literário - Norma e Transgressão  190 Seite(n)
The Literary Genre - Norm and Transgression
John Greenfield (ed . )

O Género Literário - Norma e Transgressão
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Ausschnitt aus dem Kapitel: Aspectos da História dos Géneros Líricos (Sécs . XVI e XVIII)
 
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evidência, gostaria de acrescentar um lugar comum: a ideia de que os sistemas literários do século XVI e do século XVIII partilham uma mesma visão dos géneros literários, ideia subjacente, por exemplo, às seguintes palavras de Víctor Manuel de Aguiar da Antiguidade greco latina como pelas suas adaptações posteriores, e a mais representada quantitativamente a 1 Sublinhado nosso . géneros ou sub géneros líricos ou as formas líricas, como também são designados), a categoria menos codificada tanto pelas poéticas Genette, Présentation . In: Théorie des Genres, 1986 Gostaria de começar por recordar uma evidência: a de que não é factores mais relevantes da metalinguagem do sistema literário . (Aguiar e Silva, 1990, p . 110) Na exposição que se e Silva, escritas em 1990: Na prática e na teoria literárias do Renascimento tardio, sobretudo após a difusão da Poética Aspectos da História dos Géneros Líricos (Sécs . XVI e XVIII) Rien n’est plus profondément historique, en art et en de Classicismo e de Neoclassicismo . Ao fazê lo, centrar me ei sobre o lirismo (incluindo nesta acepção global os alcançou um desenvolvimento, uma sistematicidade e uma minúcia que a transformaram, até ao advento do Romantismo 1 , num dos literature comme peut être ailleurs, que l’émergence, le succès, la permanence ou le dépérissement d’une tradi tion . G . possível abordar a literatura produzida até finais do século XIX sem ter presente a noção de género . A esta segue, procurarei reflectir sobre essa evi dência e matizar este lugar comum, tendo em conta alguns dos problemas suscitados pelo de Aristóteles e a sua combinação, ou fusão, com a Epístola aos Pisões de Horácio, a doutrina dos géneros literários contacto com os textos produzidos em dois momentos que a História Literária aproximou, ao atribuir lhes as designações gemi nadas
 
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. Recordemos que as poéticas disponíveis no Renascimento – que eram basicamente a Epistola aos Pisões de Horácio e, a (1996) (no âmbito da poética barroca), Helena Buescu (1991) (na área da Literatura Comparada), por Giuseppe Tavani (1990) (para a o desfasamento existente entre as obras teóricas e normativas disponíveis em cada momento e a prática sua contemporânea 2 . em particular não são, e nunca foram, nem nestas épocas, categorias completamente rígidas . Vejamos o primeiro problema, ou seja, entre o local e o ‘importado’ chamemos lhe assim; Terceiro problema: Os géneros literários em geral e os géneros líricos uma história e uma geografia, vivendo numa permanente zona de confluência e de tensão entre o herdado e o adquirido, poesia galego portuguesa), e pelo próprio Aguiar e Silva (1990) (no âmbito da Teoria da Literatura) . São eles: Primeiro três problemas, sublinhdos ao longo do tempo em trabalhos realizados, para o caso português, por autores como Maria Lucília Pires momento e as práticas dos produtores de poesia nesse mesmo momento; Segundo problema: O facto de os géneros literários terem problema: O desfasamento permanente que se observa entre os textos teóricos e normativos sobre a produção poética de um dado partir das primeiras décadas do século XVI, a Poética de Aristóteles – , se ocupam quase exclusivamente da teorização da muitas vezes a quebra do equilíbrio ou a clara violação do ideal teórico’ . 15, do modo seguinte: ‘O texto teórico traça geralmente um ideal, um modelo perfeito, num discurso de comedimento que busca Vanda Anastácio 56 nível da prática, tanto dos autores ‘clássicos’ quinhentistas, como dos ‘neoclássicos’ de setecentos . Tratarei fundamentalmente de o equilíbrio entre forças em tensão . Mas o texto literário é, quando muito, a realização contingente desse modelo; é épica e do drama, deixando de lado os 2 A questão foi resumida por Maria Lucília Pires (1996), p . Trata se de um aspecto especialmente relevante quando tratamos da poesia lírica em geral e da lírica renascentista em particular
 
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el que quiere hazer una Cancion ò un Mandrial en Toscano, abre el Petrarca, y escoge aquella, ò aquel que a fidelidade da tradução acrescentando: Y esto para que no solo tengan el Petrarca traduzido, mas todas las maneras e . Um exemplo entre muitos possíveis, ilustrativo do que acabamos de afirmar, é a seguinte afirmação de Alonso de Ulloa, prefaciador da primeira tradução castelhana do Canzoniere de Petrarca feita, como se sabe, pelo português Salomão Usque . Ulloa elogia regulada por uma tradição , constituída por textos seleccionados de uma panóplia de ‘bons autores’, que no caso português inclui de D . João de Almeida Portugal, 2º Marquês de Alorna o qual, numa carta em que aconselha a esposa obras de poetas greco latinos, autores da área italiana, e autores peninsulares anteriores . Esta postura é visível nas reflexões mas le agrada, y à su semejança, en quanto à los versos, y à la orden, compone la suya, lo é que se acha a verdadeira arte Poética, e a arte de inventar, e imitar, que é o que não englobando a noção de sub género lírico, e ‘forma fixa’, por exemplo . 4 Arquivo do Palácio Fronteira (cota: JOAOMUL32) feitas, não por aqueles que se preocupam em regular a prática poética, mas por aqueles que a ela se dedicam Aspectos da História dos Géneros Líricos 57 géneros líricos 3 . Das poéticas e dos hábitos herdados de épocas anteriores, se consegue, com o conhecimento das regras de verseficação . 4 3 Empregamos a designação ‘género lírico’ em sentido lado, suerte de verso, à imitacion del Petrarca . (Usque, MDLXVIII) O mesmo tipo de raciocínio parece estar subjacente às afirmações invenciones de versos que en la lengua Italiana hay: y un dechado, del qual pueden sacarlos . Porque ansi como acerca do modo como deve orientar o talento poético da filha diz: [ ... ] na muita leitura de versos puedan los nuestros Españoles hazer, aunque tengan las obras de Boscan, de Garcilasso de la Vega, de Don Diego de . Mendoça, de Iorge de Monte mayor, y de otros Autores, que con mucha gravedad y saber, han escrito en esta os autores aproveitaram sobretudo o conceito central de imitação , e é partir dele que constituirão o intrincado sistema que é o do lirismo do renascimento . Assim, o que se verifica na prática é que a produção poética é
 
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Vanda Anastácio 58 Como vemos, estas observações tornam explícita uma prática que é apresentada como habitual e que se traduz, abcb), e formas que, mantendo a mesma designação e até uma estrutura semelhante, são reinterpretadas e transformadas (como o soneto, a ode, a canção), etc . Em suma, e passando à explicitação do terceiro problema, a leitura atenta dos textos 6 Veja se, para a delimitação do conceito de ‘interferência cultural’, o texto de Even Zohar . no fundo, a coberto do mecanismo da imitação , numa forma de interferência cultural, 5 através do acolhimento e da No caso da poesia lírica do Renascimento talvez devessemos falar, até, de três culturas: greco latina, italiana e ibérica . um relevo preponderante no sistema português do séc . XVIII (como o idílio ou as composições em quadras de rima apropriação de elementos escolhidos de determinados modelos 6 . Esta verificação permite nos passar rapidamente ao segundo problema enunciado, a a sextina e uma grande parte das formas peninsulares); formas que surgem de novo no sistema do século XVIII (como o ditirambo, ou a ode pindárica); formas que eram marginais no conjunto do sistema quinhentista e que passam a ter saber, que os géneros literários em geral e os líricos, em particular, mudam ao longo do tempo, alterando se de coerentes, regidas por normas de carácter formal, temático e estilístico que os tornam claramente reconhecíveis porque os delimitam, não são acordo com as condicionantes da área cultural que os acolhe . Assim, tendo em conta os dois momentos aqui em análise, sublinharemos que, apesar de tanto o sistema literário do século XVI como o do século XVIII se apresentarem como sistemas coincidentes . Mesmo se nos limitarmos aos géneros líricos, verificamos que há formas que desaparecem no século XVIII (como conservados ensina que os géneros literários em geral e os géneros líricos em particular, não são categorias completamente fixas 5 universos organizados em géneros, e apesar de estes géneros serem entendidos, em ambos os momentos temporais, como unidades autónomas e
 
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um facto que se mantém nesta época o prestígio da Antiguidade greco latina e da cultura italiana, não é menos Aspectos da História dos Géneros Líricos 59 ou estanques . As suas fronteiras são instáveis pois vivem, por um lado, verdade que se lhes junta, ao ponto de por vezes se lhes sobrepor, a cultura francesa . Algo de semelhante ascese espiritual e de aperfeiçoamento moral, e a do século XVIII que procura a difusão de valores civilizacionais ao maior a incorporação, nestes, de elementos tomados das culturas prestigiadas em cada momento histórico . Assim, e cingindo nos ainda aos número, e deseja interferir com a ordem social . dos poetas quinhentistas da geração de Camões, um número considerável de autores franceses seiscentistas e contemporâneos, cuja imitação imprimirá fortes acontecerá quanto ao elenco de ‘bons autores’ considerados dignos de imitação, entre os quais figurarão, no século XVIII, para além – e os elementos adquiridos ao longo da prática e, por outro, de tentativas de conciliação entre modelos locais e sua globalidade perderá prestígio e será substituída, em grande medida, por elementos considerados ‘nacionais’ . Por outro lado, se é dever se á acrescentar um outro aspecto: o de que, em cada momento da história, os mesmos modelos e os ideológicos e as ideias chave dominantes no tempo . Deste ponto de vista, há uma clivagem fundamental entre a poesia greco latina, a italiana e a peninsular . No entanto, no século XVIII, a própria ideia de cultura peninsular na dois termos escolhidos para comparação, para os produtores da poesia portuguesa do século XVI as culturas de prestígio são a alterações no sistema global dos géneros deste período . À diversidade de modelos de prestígio a incorporar e a imitar mesmos textos são lidos e reinter pretados, tanto pelos produtores textuais como pelos seus leitores, de acordo com os parâmetros do renascimento, que se dirige a um público restrito, de elite, e se confunde por vezes com um exercício de numa permanente tensão entre essa tradição modelar herdada do passado – que funciona como uma espécie de memória do sistema
 
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(1998), pp . 251 277 . do ponto de vista formal estes apresentam uma grande uniformidade, com apenas um esquema rimático, tanto nas quadras, como nos para as quadras e onze para os tercetos, que Diogo Bernardes usa quatro esquemas nas quadras e sete nos tercetos, forma única, concentrando se o trabalho individual de cada autor nos ritmos e na acentuação do verso, na escolha dos etc . 7 . Um olhar pelos sonetos escritos no século XVIII por autores como Correia Garção, António Dinis da Como se sabe, apesar de se tratar de uma forma originária do século XIII é só a partir do século diversificarão os esquemas de rimas das quadras (que em Petrarca apresentam quatro possibilidades abba/abba; abab/abab; abab/baba e abab/baab) bem como fornecidos pela prática do soneto e da ode, duas formas amplamente cultivadas pelos autores clássicos e pelos autores neoclássicos . prática tinha de diferente em relação à dos seus 7 Estudámos este aspecto de modo mais aprofundado no trabalho Anastácio tercetos (abba/ abba / cdc / dcd) . De facto, a prática dos poetas setecentistas parece ter se cristalizado numa recordemos que Sá de Miranda usará dois esquemas rimáticos diversos nas quadras e quatro nos tercetos, que António Ferreira recorrerá os dos tercetos (que em Petrarca apresentam sete possibilidades rimáticas cde/cde; cdc/dcd; cde/dce; cdc/cdc; cdd/dcc; cde/edc; cde/dec) . Muito resumidamente, XVI que o soneto adquire verdadeira vida na Península Ibérica . Os poetas quinhentistas portugueses e espanhóis seguem o modelo de Petrarca, que havia reinterpretado e fixado as regras do género nos Rerum vulgarium Fragmenta . Tal como este último, Cruz e Silva ou ainda Manuel Maria Barbosa do Bocage, a Marquesa de Alorna, Francisco Joaquim Bingre, etc, revela que também a dois esquemas nas quadras e a oito nos tercetos, que Pero de Andrade Caminha empre gará três esquemas Vanda Anastácio 60 As questões que brevemente acabamos de expor serão mais claras, segundo cremos, a partir dos exemplos concretos ‘consoantes’ e na elaboração sobre os temas escolhidos . Ilustrativa da consciência que estes escritores tiveram do que a sua
 
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Aspectos da História dos Géneros Líricos 61 antecessores é a passagem dedicada por Domingos Caldas Barbosa ao soneto num texto vulgarmente chamamos heróico . ’ que figura no Almanak das Musas 8 , publicado em 1793: Diversa travação de consoantes Ordenão mil Poemas ellegantes, Que tratados com arte, e com destreza Dão fama, e honra á Musa Portugueza: E destes Arrostra quanto a Poesia abrange? Dispõe a heroica marcha em dois quartetos Que remata depois em dois tercetos, Sem consentir de servillo, E o Vate o seu discredito procura, Se aguda, grave, e esdruxula mistura . Nesta composição pois excellente que um termo se repita, Acceita só a vôz que necessita: Naturaes expressões devem unillo, E a rima obediente ha que por força hão de ter rima, Que grande valor tem, que grande estima O Soneto, que em metrica phalange O segundo, e o terceiro vão unidos, E são do sexto, e setimo seguidos: Aos nove, aos onze, aos treze A rima he quatro vezes differente . Primeiro, quarto, quinto, e oitavo verso, Não se usa rimar em som diverso: he huma a rima Vão dez, e doze ao verso em que se ultima . ( Almanak , 1793) 8 Trata se do texto: ‘Carta Segunda a Arminda, em que se trata da composição do verso grande, ou de Arte de Filippe José de França, Parte II, 1793 . maior a que vulgarmente chamamos heróico . ’ in Almanak das Musas offerecido ao Génio Portuguez , Lisboa, na Officina intitulado ‘Carta Segunda a Arminda, em que se trata da composição do verso grande, ou de Arte maior a que
 
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mesmo a ode de tipo horaciano pouco tem em comum com o que se observava na prática dos quinhentistas . de Mestres respeitaveis, Mas são hoje entre nós pouco agradáveis . 9 O segundo exemplo, diz respeito à ode de das formas horacianas herdadas do século XVI, outras, imitadas de autores gregos como Safo, Alceu, Anacreonte ou Píndaro . Mas documentos de que o emprego generalizado e preferencial do verso solto na composição da ode resulta de uma reflexão consciente inspiração horaciana, amplamente praticada pelos poetas renascentistas que recorrem, na sua composição, a uma variedade notável de estrofes, não isométricas ainda os Versos tem usança, e moda . Temos quartetos ditos terceados, Temos tercetos n’outro som travados: Tem o chavão mesmo texto no trabalho Anastácio (2003), pp . V XXII . Falcão de Resende 14 . Entre os textos conservados apenas um, da autoria de António Ferreira, se encontra composto em desviam deste modelo são ... antiquados, qualificando os de ‘pouco agradáveis’: De outra arte a Musa antiga os acommoda, Que A preferência dos autores setecentistas vai para esquemas estróficos não rimados, quer de invenção livre, quer adaptados de Horácio . em melhores termos do que estou presentemente . Será talvez demasiada presunção porém, se 9 Discutimos com maior pormenor este V . Exª que eu estou em termos de tresler em matéria de Poesia, quando eu entendo que nunca estive solto; Correia Garção recorre à rima apenas em três odes, e Reis Quita numa única . Também neste caso temos por parte dos produtores da época, como acontece na seguinte carta da jovem Marquesa de Alorna enviada ao pai: Diz estrofes decassílabas de verso solto . Ora, no século XVIII, a ode apresenta uma variedade muito grande incluindo, para além Filinto Elísio, que escreveu mais de 300 odes, apenas usa uma forma estrófica rimada, sendo todas as outras em verso Vanda Anastácio 62 Domingos Caldas Barbosa diz abertamente nesta sua epístola de arte poética, que os esquemas rimáticos que se na sua maioria . Para dar uma ideia, Caminha pratica 17 tipos de estrofe, Ferreira 12, Camões 8 e André
 
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versão francesa original, quer na tradução do Conde da Ericeira feita em 1697, a qual circulou manuscrita desde cedo, apesar em géneros , conhecem bem as questões para as quais procurámos aqui brevemente chamar a atenção . O estudo aprofundado Aspectos da História dos Géneros Líricos 63 V . Exª me conhecer bem, verá que o que eu disse não rima é um adorno do verso muito bonito, porém desnecessário em muitos casos, quando a medida é certa e o o período que vai dos finais da Idade Média até ao século XIX, afigura se nos necessário e urgente, para aos preceitos avançados nos tratados de Poética do que à leitura das obras . Vanda Anastácio Lisboa 10 Trata se renferma la pensée . 10 Não se encontrará facilmente uma ode rimada que seja boa e eu aconselhara a todos dos seus textos, não apenas nos dois momentos aqui isolados para comparação por conveniência expositiva, mas tendo em conta todo de uma citação da Art Poétique de Boileau, um texto de ampla circulação em Portugal no século XVIII, quer na de só ter sido impressa pela primeira vez em 1793 no Almanak das Musas (1793) . (Veja se a este nossa terra a todas as suas composições . 12 Como se verifica, aqueles que se dedicam à prática dos géneros Palácio Fronteira (cota: ALCPAI24) . líricos e que buscam, de facto, uma expressão individualizada no seio de sistemas regidos pelo princípio da imitação e organizados respeito a obra de Monteiro, 1963, p . 28, n . 1) 11 Sublinhado no original . 12 Arquivo do os que as fizessem assim, que lhe chamassem cantigas, versos, ou coisas, 11 como lhe chama um galante poeta da de Horácio me agradam infenitamente e que sempre me agradaram coisas semelhantes na nossa Língua . Bem vejo que a verso, per si só, harmonioso . As odes pedem um certo voo que não sofre a mínima sujeição e a dos consoantes é tão forte, que Maudit soit le premier, dont la verve insensée , / dans ces bornes étroites matizar, e talvez até mesmo para refutar alguns lugares comuns, repetidos por uma crítica que, com frequência, deu mais atenção é efeito de uma sujeição servil aos antigos, dos quais me desgostam infenitas coisas . É certo que as odes
 
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, Théorie des genres . Paris, 1986, pp . 179 205 . Vitor Manuel Aguiar e Silva, Os Géneros Literários, Toscano por Salusque Lusitano . Veneza, MDLXVIII . Karl Viëtor, L’histoire des genres littéraires . In: AA . VV . , Théorie des genres , Paris, 1986, pp . 9 35 . Aspectos da História dos Géneros Líricos 65 Jean Marie Schaeffer, Du texte au genre . In: AA . VV . Teoria e Metodologia Literárias, Lisboa, Universidade Aberta, 1990, pp . 102 135 . Giuseppe Tavani, O Âmbito Cronológico e o Espaço Cultural . In: G . T . , A Poesia Lírica Galego portuguesa . Lisboa, 1990, pp . 17 56 . Salomão Usque, De los sonetos, canciones, mandriales y sextinas del gran poeta y Orador Francisco Petrarca, traduzidos de
 
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